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Lula já escolheu o novo ministro da Justiça?
Ex-ministro Ricardo Lewandowski deixou o cargo por motivos pessoais e políticos; pasta continua interinamente ocupada enquanto cotados aguardam definição.
Por Redação Mosquito TV
Publicado em 10/01/2026 09:35
Política
Agência Senado

O Ministério da Justiça vive um momento de transição após a saída de Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo alegando razões pessoais e familiares. 

A decisão surpreendeu parte da base governista, já que o ministro vinha conduzindo pautas importantes, mas enfrentava dificuldades para avançar projetos no Congresso.  

Enquanto não há definição oficial, o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto assumiu interinamente a pasta. 

Entre os nomes cotados para ocupar o posto estão Wellington César Lima e Silva, jurista que já foi ministro em 2016, e Camilo Santana, atual ministro da Educação e aliado próximo de Lula.  

Lewandowski, que se aposentou do Supremo Tribunal Federal em 2023, não sinalizou planos de disputar cargos eletivos. 

A tendência é que se afaste da vida pública, encerrando uma trajetória marcada por passagens tanto no Judiciário quanto no Executivo.  

O ministério mais antigo - O Ministério da Justiça tem como atribuições a defesa da ordem jurídica, a proteção dos direitos constitucionais e a coordenação do Sistema Único de Segurança Pública. Também atua em áreas como combate à corrupção, tráfico de drogas e defesa do consumidor. 

Apesar de muitos titulares serem juristas, não há exigência formal de formação em Direito para assumir o cargo.  

Criado em 1822, o ministério já teve mais de cem ministros desde a proclamação da República. 

O mais longevo foi José Eduardo Cardozo, que permaneceu por cinco anos e dois meses entre 2011 e 2016. Durante o regime militar, a pasta ganhou papel central na articulação política, sendo responsável por cassações e suspensões de direitos.  

O salário atual do ministro é de R$ 46.366,19, equivalente ao teto do funcionalismo público federal, além de benefícios como carro oficial, equipe de apoio e segurança institucional. 

Ao longo da história, diversos ministros deixaram o cargo para disputar eleições, alguns se tornaram governadores ou parlamentares, e outros seguiram carreira em tribunais superiores como STF, TSE e TCU.  (Com informações dos portais Carta Capital, Veja.com, Wikipedia, Metrópoles, Valor Econômico, CNN Brasil e Agência Brasil)

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