O Ministério da Justiça vive um momento de transição após a saída de Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo alegando razões pessoais e familiares.
A decisão surpreendeu parte da base governista, já que o ministro vinha conduzindo pautas importantes, mas enfrentava dificuldades para avançar projetos no Congresso.
Enquanto não há definição oficial, o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto assumiu interinamente a pasta.
Entre os nomes cotados para ocupar o posto estão Wellington César Lima e Silva, jurista que já foi ministro em 2016, e Camilo Santana, atual ministro da Educação e aliado próximo de Lula.
Lewandowski, que se aposentou do Supremo Tribunal Federal em 2023, não sinalizou planos de disputar cargos eletivos.
A tendência é que se afaste da vida pública, encerrando uma trajetória marcada por passagens tanto no Judiciário quanto no Executivo.
O ministério mais antigo - O Ministério da Justiça tem como atribuições a defesa da ordem jurídica, a proteção dos direitos constitucionais e a coordenação do Sistema Único de Segurança Pública. Também atua em áreas como combate à corrupção, tráfico de drogas e defesa do consumidor.
Apesar de muitos titulares serem juristas, não há exigência formal de formação em Direito para assumir o cargo.
Criado em 1822, o ministério já teve mais de cem ministros desde a proclamação da República.
O mais longevo foi José Eduardo Cardozo, que permaneceu por cinco anos e dois meses entre 2011 e 2016. Durante o regime militar, a pasta ganhou papel central na articulação política, sendo responsável por cassações e suspensões de direitos.
O salário atual do ministro é de R$ 46.366,19, equivalente ao teto do funcionalismo público federal, além de benefícios como carro oficial, equipe de apoio e segurança institucional.
Ao longo da história, diversos ministros deixaram o cargo para disputar eleições, alguns se tornaram governadores ou parlamentares, e outros seguiram carreira em tribunais superiores como STF, TSE e TCU. (Com informações dos portais Carta Capital, Veja.com, Wikipedia, Metrópoles, Valor Econômico, CNN Brasil e Agência Brasil)